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Keynote Apple — iPhone 8, iPhone 8 Plus e iPhone X, os novos smartphones da maçã

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A Apple não conseguiu fazer segredo mas agora é oficial: os novos iPhone 8, 8 Plus e X chegam com uma série de novidades de software e hardware, principalmente no que diz respeito ao modelo de visual bezelless que representa o estado da arte da maçã em desenvolvimento de produtos. E o preço acompanha tal afirmação.

Os novos iPhones 8 e 8 Plus não são nada diferentes do que os vazamentos adiantaram: ambos os modelos permanecem com displays de 4,7 e 5,5 polegadas, a mesma resolução Retina HD e visual da geração anterior mas com um novo SoC: o Apple A11 Bionic é um hexa-core dotado com dois núcleos de alta performance 70% mais rápidos que o A10 e quatro para funções cotidianas 25% mais velozes, enquanto a GPU é 30% mais poderosa e consome a mesma quantidade de energia de seu antecessor. Graças ao Metal 2 e tal chip, a capacidade de ambos os iPhones se torna poderosa o bastante para rodar uma série de conteúdos de alta exigência sem suar a camisa.

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Segundo benchmarks vazados o A11 Bionic seria o mais poderoso SoC jamais lançado, deixando qualquer solução da Qualcomm ou Samsung muito para trás. É importante principalmente para garantir a adequada execução de games pesados e soluções em Realidade Aumentada, graças ao ARKit que resolve tudo por software e não por hardware. Dessa forma a Apple permitiu que não só desenvolvedores pudessem criar conteúdos compatíveis o suficiente para que os novos aparelhos já chegassem com um portfólio respeitável nesse sentido, como em menor grau não exclui donos de modelos antigos que poderão brincar e usar apps úteis em seus iPhones e iPads. Completa o pacote 2 GB de RAM no iPhone 8 e 3 GB no 8 Plus, além de certificação IP67 que garante proteção contra poeira e mergulhinhos acidentais.

A Apple também resolveu se exibir nas câmeras: a simples do iPhone 8 e as duplas de 12 megapixels do 8 Plus, todas com estabilizador óptico de imagens permitem que o usuário possa filmar em 4K a 60 frames por segundo (ou em 1080p em até 240 fps, ou slow motion), recurso pouco adotado pelos fabricantes por forçar demais o hardware (a Sony foi uma delas). Diz a Apple que o recurso é satisfatório mas convenhamos, com as baterias mixurucas de seus gadgets pouca gente vai se arriscar sem ter uma série de powerbanks na bolsa ou mochila. Complementando, os sensores são capazes de captar mais luz e informações sem aumento de consumo energético.

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Por falar em energia, o iPhone 8 e o 8 Plus são pela primeira vez compatíveis com carregamento sem fio e para surpresa de todos a Apple adotou o padrão Qi ao invés de apresentar um próprio, o que pode ser importante para a futura adoção de um único sistema de carregamento wireless. Logo, se você tiver um carregador Qi em casa não precisará comprar outro a menos que queira o novo AirPower, um modelo que permite carregar mais de um dispositivo por vez (indicado para quem possui um Apple Watch e os AirPods).

iPhone 8 — iPhone in a Whole New Light

Vamos aos preços: o iPhone 8 chegará às lojas custando US$ 699 no modelo de 64 GB de armazenamento e US$ 849 na versão de 256 GB, enquanto que o iPhone 8 Plus será vendido respectivamente por US$ 799 e US$ 949. A pré-venda começa dia 15/09 nos EUA e as entregas dia 22/09. Já a versão final do iOS 11 será liberada no dia 19/09.

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Agora temos o iPhone X (lê-se “ten”, ou dez), o novo queridinho da maçã. O aparelho segue todos os vazamentos tal qual os iPhones 8 e 8 Plus, e conta com um visual sem bordas conforme uma série de aparelhos no mercado hoje, do Mi Mix 2 ao Essential Phone. A diferença é que a Apple tomou uma série de cuidados especiais principalmente porque o aparelho perdeu completamente o botão Home, de modo a permitir que a tela ocupasse quase toda a área útil da parte frontal do aparelho.

E que tela. O display OLED (provavelmente fornecido pela LG) conta com 5,8 polegadas e resolução de 2.436 × 1.125 pixels (463 ppi), com uma maior definição de cores e mais brilho. Sem surpresa a Apple chamou a nova resolução de “Super Retina HD”, por exceder a conta provando que 326 ppi é a densidade ideal para um smartphone não mais exibir pixels individuais à distância correta dos olhos (264 ppi em tablets).

Só que a Apple decidiu remover o botão Home totalmente no iPhone X (e com ele o Touch ID), que sai do modo de descanso com um toque na tela e libera o acesso com um deslizar para cima. “E todas as funções de desbloqueio e autenticação?”, você pergunta. Bem, a Apple investiu pesado para que o aparelho realizasse tudo através de reconhecimento facial, graças ao Face ID.

Detalhes do Face ID pic.twitter.com/V9X5MdUjOh

— MeioBit (@MeioBit) 12 de setembro de 2017

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A Apple atochou na parte frontal uma série de sensores, bem como uma câmera infravermelha adicional de modo a conferir a mais alta fidelidade na hora de permitir o desbloqueio do aparelho e a autenticação de pagamentos com seu rosto. Foi posto um grande esforço em Redes Neurais e aprendizado de máquina para que o iPhone X possa identificar profundidade e discrepâncias mínimas entre rostos, de modo que (EM TEORIA) nem mesmo sua irmã(o) gêmea(o) tenha acesso a seu gadget.

Na prática, entretanto a coisa é bem diferente: o recurso simplesmente falhou na primeira tentativa que o SVP de Engenharia de Software Craig Federighi fez de demonstrar o Face ID reconhecer seu rosto. Ainda há muito o que melhorar, fato.

Ainda assim o recurso é interessante e oferece diversas aplicações. Uma delas é a de usar reconhecimento facial para animar emojis, o que a Apple chamou de Animoji:

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Calma, o recurso não é um completo 💩 como você deve estar pensando: a princípio a funcionalidade foi inserida no iMessage em que os sensores captam os movimentos de seu rosto, o microfone coleta sua voz e junta tudo numa mensagem de voz personalizada, com uma certa fidelidade de movimentos. É algo bem semelhante ao que o FaceRig apresentou (o software está disponível no Steam) para uso de avatares animados em conversas ao vivo, e nada impede que soluções de terceiros possam fazer uso dos recursos do iPhone X para tal.

HowToFAQ — Apple iPhone X Animoji Presentation Joke 2017 Tim Cook

Claro que por enquanto é mais um gimmick do que qualquer outra coisa, mas pode ser que outros fora da Apple possam utilizá-lo melhor se tiverem acesso à API.
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Por fim o iPhone X conta também com o Apple A11 Bionic, a API Metal 2 e 3 GB de RAM, carregamento wireless, uma bateria que em tese dura duas horas a mais que o iPhone 7 e certificação IP67. As câmeras são semelhantes às dos iPhones 8 e 8 Plus, um conjunto duplo de 12 MP com uma lente normal de abertura ƒ/1,8 e outra teleobjetiva ƒ/2,4; ambas com estabilização óptica de imagem, Flash com quatro LEDs, HDR e capacidade de filmar em 4K a 60 fps.

Apple — Meet iPhone X

Agora a tremendamente dolorosa: a Apple chutou o balde e fixou o preço do iPhone X de 64 GB de armazenamento em US$ 999, o que faz dele o smartphone mais caro de todos os tempos; já a versão com 256 sairá por US$ 1.149. A pré-venda nos Estados Unidos começa dia 27/10 e os primeiros aparelhos serão despachados a partir do dia 03/11.


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